sábado, 19 de junho de 2010

Algo sobre lavar roupas e cair na real.

É, faltando só 12 dias pra viagem chega uma hora em que tenho que sair do campo da reflexão e partir para o lado prático da coisa. Descobri essa semana que lá em Toronto as coisas vão ser um pouco diferentes do que imaginei. Fato é que, dentre as tarefas a serem executadas na homestay uma delas é... bem, digamos, lavar roupa! Tá que isso é a coisa mais comum e necessária do mundo. Mas eu não tinha parado pra pensar em alguns detalhes como esses. Sempre pensamos "ah, vou visitar isso, aquilo e ver shows dele, dela, e deles!", vou conhecer gente do mundo todo e blábláblá, e conhecer uma cultura de primeiro mundo e viajar de avião por 12 horas e tals. Sim, esses são alguns dos pensamentos imediatos. Creio que seja um problema para todos, porém, entender que algumas coisas sempre vão existir. Seja em Camberra, na Austrália; em Johannesburgo, na África do Sul; Varsóvia, na Polônia; ou em Toronto, Canadá, lavar roupa, arrumar a cama, tomar banho, fazer as unhas, cortar o cabelo, etc, são coisas básicas e essenciais sem os quais ninguém vive! Resumindo: o mundo é mundo com suas trivialidades e banalidades em qualquer lugar. O paraíso? Ainda o desconhecemos. Digo que não estou fazendo drama dessa situação. Pelo contrário, vou achar legal. Digamos que vou ligar o aguabatenabunda mode. E isso tudo, creio eu, faz parte de toda a experiencia diferente. Não queria sair da rotina? Toma isso! Não queria ser independente? Toma denovo! Não queria falar inglês 20 e poucas horas do dia e viver com uma familia de outro país por algum tempo? Ta aí. Mas sabe que tudo isso tá me apaixonando a cada instante que mais me aproxima da viagem? Cada detalhe, seja lavar roupa ou encontrar possíveis canadenses hostis, ou simpáticos e nice and friendly, será parte da experiência de enriquecimento cultural que mais me fascina.

Há ainda alguns detalhes com os quais me preocupo. Por exemplo, a quantia de doláres canadenses a levar, e de roupas e apetrechos; se vou mesmo fazer alguns programas que pretendo; como vai ser o voo, essa coisa toda. Mas a aventura, e digo isso porque já to sentindo na pele, me parece ser surpreendente. O mais legal, a meu ver, é algo que conversei com uma amiga que acaba de voltar de uma experiência maravilhosa pela Europa: crescer como pessoa, e mais do que isso, saber melhor o que se quer para os próximos anos. Pois garanto, alguns dias longe de casa fazem a diferença no quesito "dar valor ao calor da sua própria casa e da sua família".

Enfim, não contar com nada antes de acontecer, né?
Mas eu já não me aguento mais de tanta espera e ansiedade e sorrisos aleatórios!

Postado de Americana.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Algo sobre Cirque Du Soleil e sonhos de infância.




Sempre tive como filosofia de vida realizar todos os meus sonhos. E, mesmo parecendo banal dito dessa forma, tenho como prioridade primeira na vida fazer de tudo para realizá-los. Sou ambicioso nesse sentido. Por isso, digo sempre que posso às pessoas que amo que façam tudo possível para saírem de suas rotinas tediosas e se aventurarem pelos seus ideais. Afinal, a vida é mesmo curta e irrepetível. A vida é mesmo essa coisa imprevisível, em que não temos a mínima ideia do que vai acontecer a seguir. Não sei como funciona a mente das outras pessoas, mas digo da parte que conheço bem, a minha, que estou sempre preocupado com a passagem do tempo. Essa coisa inexorável e misteriosa que é o tempo. Tolos os que não entendem o que estou dizendo. Aliás, acredito que o tempo seja bastante relativo, como já diria Einsten. Não é verdade que alguns momentos são eternos e outros não duram nada? Não é verdade que alguns meses antecedendo acontecimentos muito esperados demoram milênios pra passar e algumas coisas boas passam rapidamente, sem ao menos notarmos? Sim, pra mim é tudo verdade. Curiosamente agora, nesse mês antecedendo a minha viagem, o tempo tá passando rápido até demais. Não sei se porque tenho mil e uma coisas pra fazer da faculdade como provas e seminários ou se o meu trabalho tá bem complicado. Ou se as duas coisas se juntaram. Mas enfim, o fato é que sempre sonhei com essa viagem. Juro que desde que me conheço por gente. Sempre me vi voando alto ou atravessando a fronteira dos EUA aos 8 anos de idade! Sempre contei aos meus pais os meus sonhos. Mas não foi possível antes, por razões óbvias. Faltava grana pra isso. Só vou conseguir agora com o apoio da minha mãe e o dinheiro do meu trabalho. Pra quem tem curiosidade, uma viagem completa em Julho fica em torno de R$ 7.000,00 (fora gastos adicionais). Isso tudo porque a passagem aérea é cara nessa época do ano e blábláblá. Mas, digo aos meus amigos que deve valer muito a pena. Somente pelo fato de serem sonhos realizados já valem a pena. Aprendi que não se pode brincar com os seus sonhos. Eles podem deixar cicatrizes incuráveis. Algo que se assemelha à filosofia "Durma arrependido, mas não durma com vontade." Acredito, sinceramente, que é preciso fazer escolhas arriscadas e complicadas. Isso torna sua personalidade válida e pulsante. Posso estar errado, corrija-me se tiver outra opinião. Mas também me prove que a sua opinião é válida e quais são as suas vantagens, pois não vou desistir das minhas tão facilmente.

Essa semana comprei meu ingresso para o Cirque Du Soleil. Pra quem não sabe, a companhia é considerada a melhor do mundo, com espetáculos que deixam saudades e lágrimas nos olhos de quem vê. E o melhor: é do Canadá, o que facilita muito as coisas. Por exemplo, os ingressos são mais baratos e quase todos os espetáculos da companhia estão disponíveis no país. O que vou assistir é o Alegria, um dos mais tradicionais e antigos. Vai ser bem no comecinho da viagem, dia 02 de Julho (sexta-feira). Ainda não sei exatamente como chegar ao local, ou ainda se vou de metrô, onibus, ou seja lá qual for o meio de lomocação pra chegar ao local, hihi. Fato é que paguei CAD$69 (valor bem menor do que costumar ser os shows do Cirque du Soleil no Brasil). E você acha mesmo que eu iria deixar de comprar o ingresso nessas condições?

See you!